Wellness Corporativo: Entenda esse conceito e saiba a importância para sua empresa

imagem de uma mulher sentada na frente de um computador sorrindo e se espreguiçando

Altos salários, planos de carreira e aposentadorias significativas já estiveram entre os itens mais procurados pelos trabalhadores na hora de analisar a proposta de uma empresa. No entanto, hoje, principalmente a partir da geração Y, os desejos são outros. 

O wellness corporativo é reflexo dessa mudança de paradigma na relação do colaborador com o seu local de trabalho. Hoje, as prioridades são outras e o desejo de se obter conforto e valorização no emprego assumiu posição de destaque no mundo dos negócios. 

Por essa razão, as empresas estão se reinventando. Com isso, atividades com enfoque na saúde física dos colaboradores e programas sócio-emocionais são implementados para atender as necessidades cada vez mais humanas da sociedade atual. 

Neste artigo, entenda um pouco mais sobre o wellness corporativo e as mudanças que o mercado está vivenciado hoje. E lembre-se: saúde e bem-estar em primeiro lugar! 

Boa leitura! 

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O que significa wellness?

A palavra wellness significa “bem-estar”, em inglês. É um termo derivado do adjetivo “well”, que significa “bem”. Esse bem-estar pode estar relacionado a diversas áreas da vida: física, emocional, financeira e até mesmo profissional. 

Quando se fala em wellness, a imagem que a palavra traz consigo é a de conforto. Isso ocorre por conta da publicidade e da mídia em geral, que associam o bem-estar a objetos e situações que proporcionam prazer físico. 

O que é o wellness corporativo?

imagem de uma mulher sentada na frente de um computador

O wellness corporativo está associado a sentir-se bem durante a execução do seu trabalho. Em geral, o termo está associado ao bem-estar físico dos colaboradores. 

Contudo, para que esse bem-estar se manifeste, não é possível considerar apenas a estrutura física do escritório ou local onde a empresa está inserida. 

Isso quer dizer que, cadeiras confortáveis, tecnologia de ponta e salas de convívio para os colaboradores são apenas a superfície do que o wellness corporativo representa de fato. É preciso ir mais além. 

Observe alguns exemplos de ações que podem estimular o wellness corporativo:  

  • Implementar programas de exercícios durante os intervalos da empresa;
  • Incentivar a prática de esportes e atividades físicas através de descontos e pacotes em academias; 
  • Promover seminários e consultorias sobre nutrição e educação alimentar;
  • Oferecer uma rede de apoio e indicação de profissionais para o tratamento de vícios como o tabagismo e o alcoolismo;
  • Encorajar os colaboradores a procurarem ajuda médica para o tratamento de enfermidades. 

Ao colocar essas ações em prática, a empresa acaba despertando no colaborador uma sensação de pertencimento. Isso ocorre porque o objetivo da prática de wellness corporativo é justamente evitar que o trabalhador se sinta apenas um número na empresa. 

Como surgiu esse conceito?

O conceito de wellness corporativo já está em pauta desde a década de 20. Nesse período, o bem-estar do colaborador dentro da empresa já era discutido entre grandes marcas do mercado mundial. Acompanhe uma breve linha do tempo: 

  • Em 1926, as Indústrias Ford optaram por reduzir a jornada de trabalho de seus colaboradores para 40 horas semanais. Na sequência, em 1930, a Hershey Foods construiu uma zona recreativa para os seus empregados. 
  • Em meados de 50 e 60, empresas como a Texas Instruments, Rockwell e Xerox estabeleceram centros esportivos para os colaboradores. Em 70, algumas empresas iniciaram campanhas contra o fumo de forma generalizada. 
  • Em 1980, a Johnson & Johnson se torna a primeira empresa a vincular programas de wellness corporativo à produtividade de seus funcionários. Já em 2005, as seguradoras inseriram pela primeira vez componentes de bem-estar centrados na gestão de doenças em seus pacotes. 
  • Em 2014, registrou-se a maior alta do mercado do bem-estar corporativo, avaliado em mais de 40 bilhões de dólares. 

Conforme os anos se passaram, o conceito do wellness corporativo foi ganhando maior abrangência. Já não se falava apenas em bem-estar físico, mas em cuidados generalizados com o funcionário. Surgiu, então, o conceito de wellbeing. 

Wellness é a mesma coisa que wellbeing?

Indo direto ao ponto, wellness não é a mesma coisa que wellbeing. Ao consultar a gramática da língua inglesa, de onde essas palavras vêm, entende-se que ambas significam “bem-estar”. Mas na prática, existem muitas diferenças entre esses dois conceitos. 

Quais as diferenças entre eles?

A principal diferença que define o distanciamento entre wellness e wellbeing é a abrangência. Isso ocorre porque wellness está mais ligado ao bem-estar do indivíduo, enquanto wellbeing é um conceito mais amplo. 

Lembre-se de que wellness tem um enfoque maior no bem-estar físico do colaborador. 

Contudo, o ser humano não se limita apenas ao seu corpo. Por isso, o wellbeing tem uma visão mais holística das necessidades do colaborador. Ao físico, adiciona-se o bem-estar mental, emocional, social e espiritual. 

Após essa explicação, chegou o momento de entender na prática quais são os componentes do wellness e porque as empresas devem investir nessa tendência. 

O que está envolvido no wellness?

Para entender o que está envolvido no wellness, é preciso compreender que o ser humano é uma soma de fatores que precisam estar em equilíbrio. Aqui, o conceito de equilíbrio é o de assegurar que o colaborador não esteja defasado em qualquer área da sua vida. 

Conheça os três tipos de bem-estar: o físico, o emocional e o financeiro. 

Bem-estar físico

No aspecto do bem-estar físico, existe um tripé já bastante conhecido que pode esclarecer os objetivos que a empresa deve priorizar para atender as necessidades  dos seus colaboradores: 

  • Alimentação saudável;
  • Rotina de exercícios físicos;
  • Sono de qualidade. 

Para lidar com alimentação, por exemplo, a empresa que oferece refeições em suas dependências precisa estar atenta ao valor nutricional dos alimentos. Ou seja, é preciso ter acesso a um nutricionista e promover controle de qualidade dos pratos. 

No que diz respeito aos exercícios, a empresa pode intermediar campanhas contra o sedentarismo e conscientizar seus funcionários sobre a importância da inclusão do exercício físico na rotina. 

Por fim, com horários flexíveis e uma política de diminuição de horas extras, a empresa pode contribuir com um sono de qualidade para os seus colaboradores. 

Bem-estar emocional

Ambientes de trabalho tóxicos causam estresse e até mesmo a possibilidade de burnout em seus funcionários. Por isso, o primeiro passo para viabilizar o bem-estar emocional é cultivar uma cultura corporativa mais humana. 

As empresas que pautam sua gestão em empatia, na oferta de canais de comunicação abertos com a liderança e em felicidade corporativa são as que colhem os melhores frutos no quesito bem-estar emocional. 

Bem-estar financeiro

É evidente que um dos objetivos mais importantes do colaborador na empresa é ser bem pago. Mas não bastam altos salários e ótimos pacotes de benefícios, é preciso auxiliar o colaborador a desfrutar de bem-estar financeiro. 

Vale lembrar que educação financeira, programas de investimentos e combate ao consumismo são projetos que a empresa pode iniciar como apoio para o colaborador poder desenvolver consciência financeira. 

Muito além do tripé citado, o wellness corporativo provoca uma mudança não somente no indivíduo, como também na sociedade de forma geral. 

Por que as empresas devem investir em wellness corporativo?

imagem de um homem sorrindo segurando um caderno na frente de um grupo de pessoas em pé

Primeiro, as empresas devem investir em wellness corporativo porque sabe-se, hoje, que o maior ativo que uma empresa tem é o seu capital humano. Quando as pessoas trabalham felizes, a empresa vivencia um aumento da produtividade e do lucro. 

No entanto, existem outras razões importantes para a sua empresa prestar atenção no wellness corporativo. Conheça algumas delas! 

Diminui licenças por motivos de saúde

O trabalhador que cria bons hábitos alimentares, desenvolve uma rotina de exercícios físicos e investe em sono de qualidade tem menos chances de ficar doente. Por essa razão, as solicitações de licenças ou entrega de atestados por motivos de saúde diminuem. 

Melhora a qualidade de vida dos colaboradores

A qualidade de vida de uma pessoa está diretamente ligada ao seu bem-estar pessoal, profissional e social. Logo, um colaborador que se sente amparado, compreendido e aceito pela empresa recebe um aumento de autoestima e qualidade de vida significativos. 

Promove o bem-estar corporativo

A empresa que acredita no potencial transformador do wellness corporativo traz maior leveza para as relações de trabalho, tornando o ambiente mais acolhedor e inclusivo. Com isso, os colaboradores passam a criar laços mais duradouros e significativos entre si. 

Diminui índices de absenteísmo e presenteísmo

Absenteísmo e presenteísmo são fenômenos que normalmente ocorrem em ambientes de trabalho densos, pouco estimulantes, sem nenhum enfoque no bem estar do funcionário, mas apenas nos resultados e na produção. 

Com o enfoque no wellness corporativo, o colaborador sente que faz parte da equipe, e passa a se posicionar de forma mais presente dentro do time. Em função disso, ele entende que sua ausência provocará uma ruptura na harmonia do time, e portanto evita faltar. 

Melhora a motivação e produtividade dos funcionários

imagem de quatro pessoas sentadas ao redor de uma mesa conversando, bebendo e comendo

Por fim, quando se fala de bem-estar, é impossível não falar de motivação e produtividade. As empresas que investem em wellness corporativo criam o ambiente ideal para o desenvolvimento de carreiras, competências e habilidades de seus colaboradores.

Agora que você já entende o impacto do wellness corporativo na sua empresa, conheça a identidade do seu maior aliado para implementá-lo: o RH. 

Qual o papel do RH na promoção do wellness corporativo?

imagem de uma mulher segurando um caderno e escrevendo nele

O papel do RH na promoção do wellness corporativo é o de tradutor, mediador e facilitador da oferta do bem-estar entre a empresa e o funcionário. Para entender melhor o que isso significa, é preciso analisar cada item separadamente. 

Tradutor

Nem sempre o colaborador consegue identificar o que está sentindo, ou mesmo expressar em palavras. Crises de stress relacionadas ao trabalho não começam já na categoria de burnout, muitas vezes elas são sutis, com poucos sintomas visíveis. 

Portanto, o RH acaba recebendo a missão de identificar as necessidades dos colaboradores e traduzi-las em programas de incentivo e intervenções que proporcionem melhor qualidade de trabalho.

Mediador 

Não basta traduzir o que o funcionário sente, é preciso atrelar suas necessidades a algum setor da empresa e incentivar a comunicação e a cooperação. Por exemplo: 

  • O colaborador passa tempo demais em trânsito e isso lhe causa frustração: mediação com a empresa que fornece o transporte para a empresa para melhoria da qualidade do serviço prestado;
  • O colaborador não consegue executar suas tarefas por conta de dificuldades técnicas e isso causa baixa produtividade e rendimento: mediação com o departamento de TI; 
  • O colaborador se sente deprimido porque seu pagamento está em atraso: mediação com o financeiro. 

Facilitador 

Ao traduzir o que o colaborador precisa e mediar a comunicação, resta ao RH facilitar os processos de modo que o bem-estar seja restabelecido na rotina de trabalho. Quando se fala em facilitação, é importante lembrar de empatia, escuta ativa e comunicação não-violenta

Como implantar um programa de wellness corporativo

Para implementar um programa de wellness corporativo eficaz, a primeira etapa é o planejamento. Isso significa que algumas decisões prévias devem ser tomadas em relação ao formato e à maneira como o programa será conduzido.  

Defina um formato

Qual será a estrutura do seu programa? Quais elementos terão maior enfoque? É preciso estabelecer um formato que atenda as necessidades da sua empresa e, ao mesmo tempo, traduza sua missão e seus valores

Por exemplo, em uma empresa humanitária, o ponto central do programa de wellness provavelmente será a manutenção cotidiana do bem-estar emocional de seus colaboradores. 

Por outro lado, uma empresa de tecnologia pode aderir a um formato que valorize mais a confraternização dos colaboradores através de jogos eletrônicos. 

Garanta que todos possam participar 

Seja qual for o formato escolhido, é importante garantir a inclusão e a acessibilidade. Dessa forma, todos os colaboradores poderão participar, independente de qualquer obstáculo. 

Se um dos itens do programa de bem-estar é promover rodas de conversa semanal na empresa para falar de sentimentos, é preciso garantir que o colaborador que fala linguagem de sinais tenha acesso a um intérprete. Desse modo, opinião também será válida. 

Acompanhe os feedbacks dos colaboradores e aderência ao programa

Não adianta iniciar um programa de wellness corporativo e não se comprometer com a análise de sua eficácia através dos resultados obtidos. Portanto, ouvir os colaboradores que fazem parte do programa é essencial. 

Além de ouvir os feedbacks dos colaboradores e acompanhar a aderência ao programa, é importante também estudar a permanência dos colaboradores. Se o programa sofreu algumas desistências no processo, talvez seja o momento de revisar as ações. 

Ações comuns para promover wellness

Para promover wellness, não é preciso começar grande. Pense no dia a dia, ou seja, quais são as atitudes ou mudanças mais comuns que podem trazer um respiro de bem-estar para a sua empresa. 

Pegue uma caneta e um papel e faça um checklist do seu ambiente de trabalho: 

  • A empresa tem um ambiente de convívio onde os colaboradores podem confraternizar e ser eles mesmos?
  • Existe iluminação natural, provida pelo sol, no escritório ou dependências da empresa? Ou os colaboradores estão imersos em escuridão ou artificialidade todo dia?
  • O local de trabalho tem algum tipo de elemento natural? Elementos como plantas, árvores, grama e flores podem trazer algum senso de normalidade para o cinza corporativo. 

Agora, para fora do ambiente de trabalho, pensando em um escopo maior, anote 

  • Os horários de trabalho da empresa são flexíveis? Incluindo pausas para almoço e café? 
  • Existe uma preocupação com rigor, normas e regras? O que pode ser feito para tornar a jornada de trabalho mais leve?
  • Os funcionários têm oportunidades de se expressarem, como em workshops, palestras e webinars? Ou o único assunto debatido dentro da empresa é o trabalho em si? 

Conforme prometido, são ações simples e cotidianas que podem transformar o seu ambiente de trabalho e proporcionar maior bem-estar no dia a dia. 

Conclusão 

Uma empresa é uma somatória de organismos vivos, cada um deles com um universo de possibilidades. Ao entender isso, é preciso cuidado e empatia. Cada ação realizada com o objetivo de promover bem-estar deve ter esses dois conceitos como base. 

É preciso lembrar que o bem-estar não se constrói em um único dia. São necessárias várias ações, mudanças e transformações dentro e fora da empresa para que a cultura seja melhorada. 

Portanto, defina o formato do seu programa de wellness, garanta que o ambiente seja inclusivo e lembre-se: começar pelas ações comuns do cotidiano pode ser o primeiro passo em direção a promover bem-estar para os seus colaboradores! 

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