Gestão participativa: entenda o que é e saiba como aplicar na sua empresa

imagem de duas pessoas sentadas se cumprimentando

A gestão participativa é um estilo de gerenciamento e liderança que se diferencia em função de sua proposta inovadora e bem diferente da gestão tradicionalmente utilizada nas empresas.

Ao contrário dos modelos tradicionais de gestão, que são mais rígidos, burocráticos e que valorizam a hierarquia, a gestão democrática e participativa é mais leve, acolhedora e incentiva a autonomia dos colaboradores.

Em função disso, os liderados se sentem mais valorizados, aumentam sua produtividade e ajudam a empresa a crescer. E esses são apenas alguns dos benefícios desse modelo de gestão.

Porém, para aproveitar todas as suas vantagens, é importante que a sua empresa entenda o que é e como funciona a gestão participativa. 

Além disso, conhecer esse estilo de gestão também é fundamental para verificar se ele realmente é compatível com os valores e princípios da sua organização.

Para te ajudar a entender tudo isso, neste artigo vamos te explicar os seguintes tópicos:

Boa leitura!

gestao de jornada e redução de custos

O que é gestão participativa?

imagem de dois homens e três mulheres em um escritório olhando para um computador

Gestão participativa é um modelo de liderança baseado na valorização e na participação de profissionais de diferentes níveis hierárquicos nas decisões da empresa. 

Ou seja, a gestão é descentralizada e as responsabilidades das decisões não são mais exclusivas de um pequeno grupo de líderes.

Na prática, isso significa que os colaboradores são estimulados a compartilharem suas ideias e experiências que possam contribuir para diferentes processos administrativos e até estratégicos da organização. 

Dessa forma, a empresa cria um ambiente mais colaborativo, fundamentado em integração, confiança e liberdade. 

Nesse contexto, todos ficam mais à vontade para dividir ideias, críticas, soluções, entre outros argumentos que podem ser decisivos para o sucesso de algum projeto ou ação. 

Como resultado desse cenário colaborativo, os funcionários se sentem mais valorizados e a empresa obtém melhores resultados.

O que difere a gestão participativa das outras gestões?

Em função de suas características, esse modelo de gestão democrática e participativa tem ganhado cada vez mais força. 

Ao contrário dos demais estilos de gestão, que seguem o caminho da segmentação e dominação, a gestão participativa se diferencia principalmente pela sua capacidade de envolver os colaboradores e incluí-los nas decisões da empresa. 

Além disso, os demais modelos de gestão geralmente adotam um padrão mais rígido de liderança, em que a comunicação ocorre de modo unilateral e seguindo uma hierarquia bem definida.

Já o modelo participativo se destaca pela sua flexibilidade e disponibilidade em absorver soluções inovadores para resolver problemas com mais facilidade.

No entanto, apesar de apresentar muitos benefícios, é importante lembrar que não existe um modelo de gestão ideal. 

Na verdade, a empresa deve adotar um estilo de gestão que esteja alinhado com seus objetivos, com a cultura organizacional, com sua marca e com os seus valores. 

Além disso, é importante lembrar que a mudança de um modelo de gestão exige tempo, planejamento e adaptação. Por isso, é importante avaliar todos esses fatores e entender como isso se encaixa na sua empresa.

Para exemplificar essas diferenças, confira abaixo outros exemplos de modelo de gestão que podem ser adotados pela sua empresa.

  • Gestão de pessoas humanizada: considera as particularidades de cada colaborador, como história de vida, desejo e dificuldades, para a orientação do trabalho;
  • Gestão de desempenho: se baseia no estímulo à aprendizagem e desenvolvimento dos funcionários para melhorar a performance da empresa;
  • Gestão por competência: identifica em quais atividades o profissional se destaca e como isso pode ajudá-lo no desempenho de alguma atividade e no crescimento da empresa.

Como funciona a gestão participativa?

A gestão participativa depende da descentralização da liderança. Ou seja, as responsabilidades estratégicas não podem depender apenas das decisões dos gerentes, diretores e CEOs da empresa. 

Nesse modelo de gestão, as responsabilidades e as tomadas de decisão também são compartilhadas com os demais funcionários. 

Isso não significa que gestores e cargos de liderança não devem mais ser consultados. A depender do projeto e do procedimento, a última palavra continua sendo deles. 

A diferença é que esse processo de decisão é menos burocrático e deve levar em consideração as observações e sugestões dos demais colaboradores.

Além disso, a gestão participativa também tem como princípio o compartilhamento de resultados e conquistas. Afinal, quando o colaborador realmente abraça os projetos da empresa e contribui para os seus processos, é importante que a organização ofereça feedbacks e mostre que valoriza a participação do funcionário em cada conquista.

Além desses aspectos, o funcionamento da gestão participativa também se baseia em três pilares fundamentais: o comportamento, a estrutura e os resultados.

Entenda cada um deles abaixo.

Gestão participativa comportamental

Nesse estilo de gestão, a empresa abandona aquela forma de comunicação e liderança autoritária e impositiva. 

Ao invés disso, ela adota um modo de gestão que busca informar, orientar e conversar com o colaborador. 

Dessa forma, o líder estimula o comportamento de autonomia, confiança e cooperação dos funcionários.

Gestão participativa de resultados

Nesse caso, o poder de decisão não está concentrado nas mãos da liderança. Na verdade, todas as fases da gestão são orientadas por dados e resultados. 

Para isso, profissionais que atuam em diferentes áreas, independentemente de seu nível hierárquico, devem fazer a análise de dados e resultados antes de adotar qualquer iniciativa ou mudança.

Dessa forma, a gestão é descentralizada, a liderança não fica sobrecarregada e o fluxo de processos e projetos ocorre de forma mais rápida. 

Gestão participativa estrutural

A gestão participativa estrutural considera que o excesso de hierarquia prejudica a participação dos colaboradores nos processos decisórios da empresa. 

Por isso, eles sentem que não podem contribuir com críticas e ideias para ajudar a empresa a crescer e buscar melhores resultados. 

Para evitar esse problema, esse modelo de gestão pode exigir algumas mudanças estruturais na organização, resultantes da reavaliação de padrões de cargos e hierarquias. 

Dessa forma, é possível reduzir a concentração de poder e estimular a autonomia e troca de experiência entre os funcionários. 

Assim, eles se sentem mais à vontade para compartilhar ideias e projetos que podem contribuir para as tomadas de decisão da empresa.

Benefícios da gestão participativa

imagem de um grupo de pessoas ao redor de uma mesa olhando para papéis com gráficos

Após conhecer os detalhes da gestão participativa, o que é e como funciona, está na hora de conhecer os benefícios que ela proporciona à sua empresa.

Conheça as vantagens abaixo!

Aumenta a produtividade

Como explicamos anteriormente, uma gestão democrática e participativa estimula os colaboradores a compartilhar ideias, sugestões, críticas e soluções com a empresa. 

Graças a essa abertura, eles sentem que sua opinião é importante e que eles são valorizados. Como consequência, isso aumenta a confiança dos funcionários na empresa e o desejo de participar de uma organização com um ambiente de trabalho mais colaborativo. 

Em função disso, esses profissionais trabalham com mais empenho, o que aumenta sua produtividade e o seu comprometimento com as entregas.

Reduz custos

A gestão participativa descentraliza os processos de tomada de decisão, aumentando a autonomia de cada funcionário. 

Em função disso, os recursos e o tempo normal gasto para concluir cada processo também são reduzidos. 

Como resultado, a empresa consegue otimizar procedimentos, aumentar o desempenho e diminuir as despesas ao longo de cada projeto e ação em andamento.

Mantém o ambiente de trabalho saudável

Conforme explicamos anteriormente, um dos grandes méritos de uma liderança participativa é manter os colaboradores engajados e criar um ambiente propício para o compartilhamento de ideias e experiências.

 Essas características criam um ambiente de trabalho mais saudável e acolhedor, aumentando a motivação dos colaboradores

Graças a esse e outros benefícios, a empresa que adota esse modelo de gestão consegue até mesmo reduzir a taxa de rotatividade de funcionários e aumentar a atração e retenção de talentos.

Como aplicar a gestão participativa na sua empresa?

imagem de um homem em pé falando para um grupo de pessoas sentado na sua frente

A gestão participativa oferece muitos benefícios. Porém, para acessá-los, sua empresa precisa implementar esse modelo de gestão da forma correta, envolvendo a equipe e, se necessário, alterando sua estrutura. 

Pensando nisso, separamos algumas dicas para te ajudar nesse processo e facilitar a adoção dessa nova gestão.

Veja as dicas abaixo!

Incentive uma comunicação aberta e transparente

A comunicação aberta e transparente é um dos pilares fundamentais para o modelo de gestão participativa. 

Por isso, a empresa que deseja aplicar esse método no seu ambiente de trabalho precisa criar condições para que os profissionais se sintam à vontade para conversar com seus gestores e colegas de trabalho. 

Além disso, é fundamental implementar a cultura do feedback e um clima mais empático, de modo que o funcionário não seja ignorado ou sinta que sua fala resulte em represálias ou gere conflitos entre funcionários. 

Sendo assim, vale a pena treinar o RH e implementar treinamentos focados na criação de um ambiente colaborativo e no uso da comunicação não-violenta dentro e fora da empresa.

Faça acompanhamento de processos

Nem todo colaborador tem experiência ou entende o que é e como funciona uma gestão democrática e participativa. 

Por isso, para implementar esse modelo, também é importante que a empresa oriente seus funcionários em relação aos novos procedimentos internos que serão adotados. 

Além disso, é importante acompanhar como cada funcionário está lidando com esse novo momento e como isso está afetando seu trabalho. 

Por esse motivo, é importante que o gestor fique atento ao andamento dos processos e que faça a análise de desempenho de cada trabalhador. 

Dessa forma, é possível identificar problemas de adaptação e definir métodos para contorná-las. 

Realize inovações e otimização de processos

Não adianta criar um ambiente favorável à colaboração e compartilhamento de ideias se sua empresa não está disposta em apostar na inovação. 

Por isso, é importante que a organização aceite colocar em práticas soluções inovadoras e otimizar processos para aumentar a produtividade, resolver problemas e melhorar os resultados.

É claro que, para isso, essas inovações devem ser bem fundamentadas e precisam estar alinhadas com os objetivos e valores da organização. Ou seja, não basta que o funcionário compartilhe sua ideia. Ela precisa fazer sentido e ser interessante para a empresa.

Diante disso, a companhia também pode criar oportunidades para estimular o desenvolvimento de ideias criativas, como reuniões de brainstorm e workshops, por exemplo. 

Assim, a equipe de RH pode incentivar a criação de propostas criativas que estejam alinhadas com os valores e demandas da empresa.

Informe os resultados da empresa

Por fim, não se esqueça de compartilhar os resultados com os colaboradores, especialmente os resultados positivos. 

Até mesmo as pequenas vitórias podem ser comemoradas e utilizadas como um momento para lembrar os colaboradores que eles são fundamentais nessas conquistas. 

Assim, eles se sentem mais valorizados e conseguem perceber resultados concretos do seu trabalho. 

Afinal, nem sempre eles enxergam como o seu trabalho contribui com o serviço ou produto final oferecido ao cliente.

Além disso, caso a empresa tenha implantado a gestão participativa recentemente, compartilhar esses resultados também contribui para a redução da resistência às mudanças, já que as pessoas percebem que, de fato, o modelo de liderança mudou. 

Conclusão

Como vimos ao longo do artigo, a gestão participativa é um modelo de liderança que exige a descentralização do poder e a criação de um ambiente mais colaborativo e democrático. 

Dessa forma, os colaboradores se sentem mais à vontade para compartilhar suas ideias e experiências com líderes e demais colaboradores.

Ou seja, esse modelo de gestão estimula a integração e a conexão na equipe, o que pode beneficiar a empresa de várias formas. 

Afinal, um ambiente mais acolhedor com líderes dispostos a ouvir o funcionário se torna mais saudável e atraente, estimulando a criatividade, a produtividade e a melhoria dos resultados.

Porém, é importante lembrar que a implementação desse modelo de gestão requer algumas mudanças, que podem gerar resistência entre líderes e liderados. 

Por isso, é essencial fazer essa transição com estratégia, em conjunto com a equipe de RH, para educar os colaboradores e acompanhar o processo de mudança.

Dessa forma, será mais fácil implementar uma gestão democrática e participativa eficaz e benéfica para todos.

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